Multiplicaram-se fiscais e presas, mas os leões não estão a aumentar no Parque Nacional da Gorongosa, no centro de Moçambique. Talvez estejam a morrer nas coutadas
de caça vizinhas. Uma bióloga vai tentar descobrir o que está a acontecer ali com esta espécie, que já ameaça desaparecer do continente africano.
As impalas olham quase todas numa direcção, sinal de que há predadores por perto. Lá à frente, um leão e uma leoa mordiscam-se. Estão a acasalar. A cópula dura 10 a 20 segundos, mas repete-se a cada 15 a 20 minutos. Podem estar naquilo vários dias, indiferentes a quem passa de jipe pela picada.
O tamanho das proles até espantava quem visitava o Parque Nacional da Gorongosa, que está a tentar recuperar dos massacres sofridos durante os 16 anos de guerra civil e os dois que separaram a assinatura do acordo de paz da realização das primeiras eleições multipartidárias em Moçam-bique, em 1994. Em 1972, contaram-se mais de 200 leões.
Em 2007, uns 60. Agora, 30 a 40. Estimativas de Carlos Lopes Pereira, até há pouco director do serviço de conservação, que via leões a acasalar, crias a crescer, não jovens a chegar a adultos.
Todo o ecossistema parece estar a recuperar. Desde 2004, o número de fiscais dobrou. A partir de 2006, reintroduziram-se diversos herbívoros de grande porte - búfalos, gnus, hipopótamos, elefantes. Por que não aumentou a população de leões, como aconteceu com as de pivas, changos ou javalis-africanos? A bióloga e ecologista sul-africana
Paola Bouley começa este mês a tentar desvendar um dos maiores mistérios da reserva.
Os leões da Gorongosa têm juba curta. Efeito do capim, que cresceu demasiado nos anos de escassez de herbívoros? A juba mais curta facilita os movimentos na savana ou na floresta, mas passaram os leões a nascer com essa característica, ficam assim ao crescer ou não vivem tempo suficiente para ganhar uma juba impressiva?
"Estamos todos um bocado intrigados", refere Paola Bouley, numa troca de emails. Nas últimas duas décadas, não se tem feito um acompanhamento sistemático dos leões da Gorongosa. Impõe-se, desde logo, fazer "um bom inventário": quantos machos, quantas fêmeas, quantos adultos, a que ritmos se reproduzem, qual a taxa de mortalidade nas rias? "Compreender a estrutura e a dinâmica da população vai dizer-nos muita coisa."
Ao fim de seis anos na Gorongosa, Carlos Lopes Pereira sente-se capaz de lançar algumas pistas. Os leões circulam muito. Andam no Grande Vale do Rift Africano, de que o parque é apenas quatro mil quilómetros quadrados no extremo sul. Umas vezes, na planície. Outras, nos planaltos.
O clima é que manda. Na época seca, reinam nas zonas baixas. Na época das chuvas, quando a planície alaga, refugiam-se nas zonas altas.
O médico veterinário, este ano promovido a assessor técnico para todas as reservas e parques naturais de Moçambique, desconfia de que os leões que se avistam no parque são os leões que se avistam em Muanza, distrito da província de Sofala que faz fronteira com a Gorongosa. "Temos informação de que há caçadas de leões naquela zona, mesmo que não se autorize, o controlo que temos é miserável."
Não há qualquer vedação em torno do parque. A densidade populacional de presas de grande porte, dentro da reserva, é baixa. "Nas coutadas existem manadas de búfalos.
Muitos deles até saíram do parque. Foram até lá, encontraram paz e sossego, ficaram. Se eu fosse leão, ia atrás deles", comenta, com humor, o moçambicano de origem portuguesa, durante uma longa conversa numa esplanada de Maputo.
As proles de leões, ali, são pequenas. Tendem a ter dois leões, várias leoas e suas crias. As fêmeas cooperam para apanhar a presa. Não lhes faltam pala-pala, oribi, javali-africano para caçar. "Têm de zangar-se para comer um javali-africano", explica o mais experiente dos quatro especialistas em medicina de conservação da vida selvagem do país. "Se trabalharem para apanhar um búfalo, dá para a fafamília inteira."
Mesmo dentro do parque subsiste alguma caça furtiva.
Os fiscais apanharam mais de 650 caçadores nos últimos seis anos. Usam, sobretudo, ratoeiras, cabos de aço, armas de fogo de fabrico caseiro, conhecidas por canhangulos.
Carlos Lopes Pereira queixa-se da impunidade. "A lei trata o assunto como se fosse uma violação de uma regra de trânsito: apreensão de instrumentos e multa, que deve ser paga em 15 dias; se não pagar em 15 dias, o tribunal começa a actuar. Como é que o tribunal vai à procura de um indivíduo que está no meio do mato? Não vai. Eles voltam para a sua zona e continuam a fazer caça furtiva."
Conjugam-se três tipos de caça: furtiva de subsistência, furtiva comercial (carne e pele), furtiva de troféus (dente de elefante, cabeça de leão, por exemplo). Só a primeira deveria escapar "ao peso da lei", mas a linha pode ser ténue. Faz comércio quem apanha um animal e oferece carne aos vizinhos em troca de alguns favores?, questiona Carlos Lopes Pereira. Só que essa dúvida não se coloca na caça de leões.
Os caçadores abatem machos adultos. Nem é difícil encontrá-los. Gostam de áreas descobertas. Não evitam os jipes nem quem neles circula de espingarda. E o desaparecimento de um macho adulto afecta toda a prole. "O macho tem uma função específica", detalha o veterinário. Defende o território - que pode ser superior a 100 quilómetros quadrados.
"Previne que os filhotes sejam mortos por machos que estão a competir [pelo território]."
Carlos Lopes Pereira conhece-lhes bem os hábitos gregários. E não os sente em harmonia. "Há ali uma instabilidade muito grande. Já vi leões muito jovens a tentarem cobrir fêmeas [às quais devem ter matado as crias]." In Público de Lisboa and O Autarca da Beira
Wednesday, 30 May 2012
A Opiniao de Ana Cristina Pereira – O que se passa com os leões da Gorongosa?
PALESTRA“PERSPECTIVAS ECONÓMICAS PARA ÁFRICA SUBSARIANA”
Data e Hora: 7 de Junho de 2012, 16:00-17:30Local: Anfiteatro da Universidade Politécnica (Av. Paulo Samuel Kankhomba, 1011 – 1o andar)
Orador: Dr. Victor Lledó, Representante Residente do FMI,
Moderador: Prof. João Mosca
O Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Universidade Politécnica convidam o público em geral para uma palestra seguida de debate na qual será apresentado o mais recente Relatório de Perspectivas Económicas Regionais para África Subsariana do FMI. A palestra versará sobre a evolução económica recente e perspectivas de curto e médio prazo para a África Subsariana, para além de discussão de recomendações de política económica, incluindo sobre a boa gestão económica dos recursos naturais.
LECTURE“ECONOMIC OUTLOOK FOR SUB-SAHARAN AFRICA
Date and time: June 7, 2012 from 4:00p.m. to 5:30 p.m.
Location: Amphitheatre of the Polytechnic University (Av. Paulo Samuel Kankhomba, 1011 – 1st floor)
Speaker: Dr. Victor Lledó, IMF Resident Representative
Moderator: Prof. João Mosca The International Monetary Fund (IMF) and the Polytechnic University invite the public to a lecture followed by a debate on the latest IMF’s Regional Economic Outlook report for Sub-Saharan Africa. The lecture will focus on recent economic developments and the short and medium-term outlook for Sub-Saharan Africa. It will also discuss recommendations for economic policy in the region, including those on how to ensure a good economic management of natural resources.
Africa Seminar: NATO Intervention in Libya: A Humanitarian Success?
Western media and politicians typically praise NATO’s 2011 intervention in Libya as a humanitarian success for averting a bloodbath and helping replace the dictatorial regime of Muammar Qaddafi with a transitional council pledged to democracy.
Based on this ostensible success, experts cite Libya as a model for implementing the emerging international norm of the “Responsibility to Protect” (R2P). Before embracing such conclusions, however, it is important to conduct a more rigorous assessment of the intervention’s impact. In this lecture, Prof. Alan J. Kuperman compares the actual outcome in Libya to the likely outcome without intervention, based on the best available documentary evidence. He reaches the disturbing but unavoidable conclusion that NATO intervention significantly exacerbated the duration and human toll of violence in Libya. Accordingly, Kuperman concludes with lessons to help ensure that any future humanitarian intervention does more good than harm.
Alan J. Kuperman is Associate Professor at the LBJ School of Public Affairs, University of Texas at Austin, where he teaches courses in global policy studies and leads a Pentagon-funded project on Constitutional Design and Conflict Management in Africa.
He is author of The Limits of Humanitarian Intervention: Genocide in Rwanda (Brookings, 2001) and co-editor of Gambling on Humanitarian Intervention: Moral Hazard, Rebellion, and Civil War (Routledge, 2006). In 2009-2010, he was awarded a fellowship at the Woodrow Wilson International Center for Scholars. A recent book chapter is “Humanitarian Intervention,” in International Politics: Enduring Concepts and Contemporary Issues, 10th edition, eds. Art and Jervis (Longman, 2010). He holds a Ph.D. in Political Science from the Massachusetts Institute of Technology.
The seminar is organised as a cooperation between the Centre of African Studies and the Royal Danish Defence College’s Africa and Future Conflicts Program.
Caro Jonny Diaz Kraveirinha!
Vontade politica ja ha para transferir a associacao para Quelimane!
Um abraco, MA
Com a permissao e venia do velho de Muipiti!
«A questão fundamental para mim,
penso eu, é o facto de o intelectual
ser um individuo” (…) “cuja função
é levantar questões embaraçosas em
público, confrontar ortodoxias e
dogmas (mais do que produzi-los),
ser alguém que não pode ser
facilmente co-optado por governos
ou corporações, e cuja raison d’être é
representar todas as pessoas e todos
os assuntos que são sistematicamente
esquecidos ou varridos para debaixo
do tapete.»
[Edward W. Said 1993 (2000), 28].
A Opinialo de Amilcar Melo
Os nossos desportistas do nosso tempo
Na sequência de o “Homens e coisas de Quelimane”, por coincidência viajo à cidade da Beira e porque não evidênciei os desportitas, um pouco no jeito de crítica indirecta à esse trabalho, num papo com o meu irmão, o Lugi, mais um amigo da mesma geração, o Dudu, foi desfilando a recordação de personalidades, especificamente, da área desportiva, com aquele exagero de predominância para o futebol, mas não deixei que a coisa ficasse por aí, posto que o meu desporto de eleição, não poderia ficar à margem do palco de exaltação dos nossos incontestáveis ídolos, muitas vezes, esquecidos no tempo, mas que fizeram vibrar multidões, motivo de alegria das mesmas, no final de cada semana.
Falamos dos grandes guarda-redes e dos defesas. Dos primeiros, a figura de próa, sem dúvidas, o Humberto Nazaré do Ferroviário, depois o Zene-Zene, o René, do Benfica, bem como o Ivo Pegado e um pouco mais tarde o Milton Lacerda do Porto, quanto aos segundos falamos do Jarres Correia, do Sporting, duro que nem aresta de cama na canela, e do Benfica, o Florindo, outro durão com a expriência do futebol profissional, que trazia consigo toda a matreirice, um autêntico rochedo, que teve grandes batalhas com o Cláudio Mariano, do Ferroviário, tão franzino quanto atrevido. Também recordamo-nos do Jerónimo Taulufo, da mesma estirpe, o qual entrava e saia com os calções limpinhos, todo estiloso, que passou pelo Sportingue de Quelimane. Não evoluimos logicamente pelo campo, mas entramos em contrapartida, e o meu irmão dizia, que o Jerônimo decerto nunca mais se iria esquecer da finta que lhe foi aplicada pelo Bito Magno do Benfica, esquerdino que se ia esgueirando, nos seus dribles curtos e estonteantes, bem juntinho a linha. E da rapidez recordamo-nos do Dândé do Ferroviário, avançado trapalhão de uma velocidade tal, que conseguia ultrapassar a própria bola, deixando-a atrás. Em contrapartida tinhamos os talentosos construtores médios, acima da média, e aí foram desfilando nomes dos exímios; Máiô do Benfica, Fernando Duarte do Ferroviário, o Mugôa do Sporting, bem como o avançado franzino Tayob do Sporting, e também falamos dos peculiaríssimos dançarinos, e veio à memória, por um lado, o famosíssimo quanto analfabneto Alimo do Porto, que fintava ao ritimo do samba, para depois de fintar tudo e todos, ainda se sentar por cima da bola, e depois de marcar com a nádega, dar os seus pinos comemorativos. Punha o público em delírio! Por outro, apesar de branco, jogava ao rítimo do nhambalô, preenchendo o meio campo preferecialmente junto a linha lateral: o grandiosíssimo Jorge Gandra do Ferroviário. Que harmonia!!! De repente, outro ferroviário veio à tona conhecido em Quelimane como avançado, mas notabilizado-se à nível nacional e internacional como defesa; o grande Jota Jota, ou melhor, Joaquim João. E a partir dele, dissertamos sobre todos os seus irmãos: o Mário João que acabou em Portugal no Belenenses, o Afonso João, o Alberto João, este só não foi muito longe devido a deficiência auditiva. Todos eles, de bons à excelentes jogadores de futebol. Podiamos ter falado de muitos mais no futebol, como por exemplo, do Peão Lopes, do Líua, do Yauka, do Muana Monteiro, do Issá vindo de Pemba, do Aligy no inverso do jeito para a bola, jogador da Associacao Africana, enfim..., mas ficamos por aqui, porque mudou-se de desporto e fomos descambar no basquete.
No basquete de imediato veio-nos a imagem do João Domingos, apesar da sua baixa estatura, tinha uma habilidade muito excepcional, com os seus dribles e velocidade, passando no meio dos adversários, quando não, à meia distância, não fizesse um elevador, aliás eu próprio usufrui da boleia em diversos elevadores que me fez, e fizesse os pontos a meia-distância. Contrapondo a altura, veio-nos a imagem de uma torre, o Belíco Rodrigues, um jogador que dava outro valor a sua equipa, o Benfica. Porém, não ficamos por aqui, para de seguida, visionarmos o Pagima, o grande Magno, aliás, foi nas mãos deste que fui parar ao Ferroviário, a minha primeira equipa de basquetebol. Falamos do Sérgio dos Santos, do Khan, ambos do Ferroviário, do Flávio do Benfica, do Palha, do Germano, do Chicôcó estes da Associação Africana. Falamos do Cremildo Pereira, grande treinador e impulsionador do mini-basquete e toda a dinâmica daí advinda, do basquete, nas escolas, e em consequência os grandes confrontos entre a Escola Técnica, o Liceu e o Colégio Nuno Alvares. Mas ainda, no basquete federado, falamos de figuras que passaram por Quelimane, vindos de outras paragens como o China Malaia; e o grande chorão, o Cezerilo, que vieram à Quelimane emprestar outros perfumes ao basquete local. Mas convém realçar neste clubes, as coisas aconteciam devido a entrega de carolas como o Dalas no Sporting, o Oliveira no Benfica, e no Ferroviário no basquete o grande Portela. Bem hajam.
Quase no fim, demos um breve passeio pelo futebol de salão, desporto onde muito dos praticantes do futebol onze iam por lá desaguar, e tinha o Iquibal, como equipa crónica vencedora. Desporto esse, também famigerado por muitos deles, por lá partirem a perna. Passamos pelo andebol onde predominava o desporto inter-escolar secundário e fomos destacando guarda-redes famosos, com histórias de partir a rir, como o Argoleiro, o Leitão Marques.
Também falamos para terminar de uma outra grande equipa, que contribuia para que o festival que era o desporto acontecesse: os árbitros e seus fiscais de linha. O Geneto, no seu estilo à Freitas Branco, árbitro de basquete competente e notoriamente imparcial, e no futebol não poderiamos deixar de falar de um grande, mais também castiço, o velho Graça, mais conhecido por Gaiâcha, e a sua célebre frase: quando o aibito aipitou, aipitou mesmo, não shi diiscuti!
Ps: no basquete feminino que havia atingido um grande nível de competitividade apareceram nomes merecedores de destaque, porém perdoem-me as senhoras, mas o espaço não me permite esticar.
No permeio de suras, papos e cafutchêtchês, Por Amilcar Melo
Homens e coisas de Quelimane
-um pedido à nova autarquia
Este ponto de vista, já foi expresso, por mim, faz tempos, e num semanário do país. Deixarei o corpo principal intacto, pela actualidade, mas com uma incontida tentação de mudar o titulo para: “quando a gratidão urge”.
Quelimane teve e tem heróis, reconhecidos e reconhecíveis, incontestavelmente. E entendendo que esses heróis só podem ser valorizados, e sobretudo, ser referência, ser exemplo, provocando assim legiões de seguidores, se os soubermos registar, divulgar e exaltâ-los. E a minha grande decepção em relação ao município de Quelimane, é não ter feito isso. E aqui quero estender às associações desportivas. Para homens como os que a seguir se arrola, se forme a toponímia da cidade. Avenidas, ruas, praças, edifícios públicos, salas, salões que ostentem os nomes destes e/ou outros, de acordo com a sua grandeza na contribuição que tiveram na cidade ou instituição.
Cuidado: a ordem é aleatória:
-José Manuel Carvalho da Cunha; defensor de pretos e pobres no tempo colonial. Não apenas mas sobretudo.
-Padre Saldanha; trabalhou a cabeça da maioria dos nossos pais, tirando-lhes do analfabetismo.
-Arone Fijamo; membro fundador da Associação Humanitária, enfermeiro; prisioneiro da Pide, homem de letras.
-Padre Bernardino; cativador da massa juvenil para a igreja, dirigente de uma associação que dava comida e roupa aos indigentes.
-Tomás Firmino; professor de canto coral, movimentava a cidade, dava apoio aos alunos pobres, pagando-lhes as propinas, autor do hino da cidade de Quelimane e da Escola Técnica- os quais devem ser recuperados e adaptados se necessário.
-Os Nhaquinzes; trabalhadores eventuais do conselho municipal que se encarregavam da limpeza da cidade de Quelimane
-Conjunto os Cometas, grande animador dos carnavais de Quelimane e não só.
-Dr Leitão Marques; médico cirurgião que acodia aos doentes, não apenas no hospital, como também nas suas casas, quando solicitado, independentemente do seu estatuto social e cor. Competente, polivalente.
-Associação Africana da Zambézia; o clube que nos permitiu praticar o desporto sem sentir-se fantasmas, proporcionou bailes e um edifício, que hoje chamam-lhe a Casa da Cultura.
-David Campeão do Mundo- de ofício sapateiro, boémio, amigo da malta dos bairros, onde era sobejamente conhecido pelas sua frases célebres.
-Bonifacio Gruveta; creio que reune consenso ultrapassando partidos e tudo o mais, dele falarei em breve.
Outros mais poderão ser apontados, como por exemplo o padre Francisco que foi um grande impulsionador do desporto não federado e não só; o velho Barros, chamam-lhe o contador de anedotas, mas eu prefiro designar-lhe exímio contador de histórias curtas, maravilhosas, absurdas e fantásticas, as quais se contam em todo Moçambique, muitas vezes sem lhe conhecerem o autor, inventor de termos e expressões; o velho Paulo, barbeiro do bairro Kansas, outro contador de histórias e fofocas, enquanto remedeava cabeças; o velho Dalas, sportinguista ferrenho que levava a miudagem do bairro para o seu Sporting; e outros mais tenho a certeza. Se uns a sua dimensão merece o reconhecimento da cidade, logo, da autarquia, outros, poderão ser reconhecidos pelas suas colectividades.
Hão-de estranhar que o arrolamento que faço não previligio políticos. Nada tenho contra eles, mas parece-me que é tempo de olharmos para todos: o sapateiro, o vagabundo singular, o médico, o professor. Esses heróis são sempre anónimos. Ao menos uma vez, e num local sejamos diferentes. Ergamos o seus nomes, pelo exemplo e legado que nos deixaram. E façamos, sem receio, com orgulho. E espero que Quelimane, como sempre soube, seja diferente.
_________________
Estando em tempo de propostas, aos romancistas e contistas, recomendo uma pesquisa sobre a vida de; velho Maquil, velho Barros, velho Paulo, Vasco de Oliveira, Alidgibay, Vicente Cólô, David Campeão do Mundo. Tem assunto e tramas, os quais nas mão de um bom arquitecto de palavras dá para vários best-sellers, de acordar o Jorge Amado.
Tuesday, 29 May 2012
Adiada AG da CTA
A ASSEMBLEIA-Geral (AG) da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), que estava marcada para a tarde de hoje, na capital do país, foi adiada para data a anunciar. Maputo, Terça-Feira, 29 de Maio de 2012:: Notícias
A reunião tinha como pontos de agenda a apresentação, discussão e aprovação do relatório de actividades e contas de 2011; apresentação, discussão e aprovação do programa de actividades e Orçamento Ordinário para 2012. Constava também da agenda a revisão do estatuto da organização.
LONDON INTERNATIONAL DEVELOPMENT CENTRE
EVENTS THIS WEEK
New African Energy - The Ripple Effect
29 May, 10.30 am - 2.00 pm, Brunei Suite, Brunei Gallery, SOAS
Africa is endowed with great energy resources from both hydrocarbon and renewable sources. These not only produce great opportunities for those directly involved in the production but offer wide ranging opportunities for other businesses. BCA West and Southern and the African Business Group at SOAS are delighted to host a joint meeting to highlight these new energy sources and explore their wider investment potential.
Fees apply. More information.
Mali at the crossroads
29 May, 3.00 pm - 5.00 pm, Khalili Lecture Theatre, SOAS
A panel discussion co-organised in association with the Mali Development Group. Speakers: Camilla Toulmin (Director, International Institute for Environment & Development), Wilfred Willey (President, Malian Community Council), and Paul Melly (Associate Fellow, Africa Programme, Chatham House). Chair: John Hedge (Secretary, Mali Development Group).
More information.
Please RSVP to all RAS events on RSVP@royalafricansociety.org
African Development Forum
29 May, 4.00 pm, Brunei Gallery, SOAS
The Forum aims to generate discussion around the recent growth rates seen in some African countries and the implications of these for broader development.
More information and registration.
TB Centre "Getting to Know You" Seminar Series
30 May, 12.45 pm - 13.45 pm, Room LG8, Keppel Street, LSHTM
The TB centre “Getting to know you” seminars are not conventional talks or lectures. Instead, two speakers are each asked to present for no more than 10 minutes, introducing their research by highlighting some aspect of their project(s). This provides the theme for a subsequent 10 minute interactive discussion with the participating audience.
This event features Greg Bancroft on Murine Models of TB, and Rein Houben on M.tb transmission and TB control in Malawi.
More information.
Centre for Maternal Reproductive and Child Health presents "Born Too Soon - The Global Action Report on Preterm Births"
30 May, 5.15 pm - 6.15 pm, John Snow Lecture Theatre A, Keppel Street, LSHTM
Preterm birth is on the rise in most countries, and is now the second leading cause of death globally for children under five, after pneumonia. This report shows that rapid change is possible and presents actions for policy, programs and research by all partners - from governments to NGOs to the business community -- that if acted upon, will substantially reduce the toll of preterm birth, especially in high-burden countries.
More information on the report.
More information on the event.
The Plight of Widows. Africa Women's Experience
30 May, 6.00 pm - 9.00 pm, Room B102, Brunei Gallery, SOAS
This book is a reflection of Dr Nwanne Onyemenem's research which was inspired by the sad experience of his widowed mother as well as those of other widows worldwide. The author hopes that the several organisations and agencies now speaking in Nigeria and the rest of Africa and the world are sustained long enough to create the change needed to help the widows and their families.
RSVP: cas@soas.ac.uk
More information.
Childhood severe malaria in holoendemic densely-populated urban west sub-Saharan Africa
31 May, 4.00 pm - 5.00 pm, Lucas (Room LG81), Keppel Street, LSHTM
Childhood severe malaria encompasses a group of overlapping clinical states due to pathophysiological processes occurring in the cardiovascular system. Due to their high mortality, the childhood malaria major clinical syndromes of interest are Severe Malaria Anaemia and Cerebral Malaria.
More information.
CISD 2012 Annual Lecture: 'Torture and Civilisation' with Helen Bamber
31 May, 6.30 pm - 8.30 pm, Brunei Lecture Theatre, SOAS
Ms Bamber has worked tirelessly in the human rights field for over 60 years helping thousands of survivors worldwide, starting in the former German concentration camp of Bergen-Belsen after WWII. She was an early member of Amnesty International and in 1985 established The Medical Foundation for the Care of Victims of Torture, where she was a guiding light until early 2005.
More information.
INTERNATIONAL NEWS FROM MEDIA OUTLETS
AGRICULTURE
Small-scale farmers harvest against the odds in Niger (Alertnet)
AID
David Cameron's role on development panel represents a golden opportunity (The Guardian)
2012 G8 summit – private sector to the rescue of the world's poorest? (The Guardian)
CLIMATE CHANGE AND ENVIRONMENT
How to grow rice with less water (Alertnet)
Memo to Rio+20: 'green economy' doesn't mean monetising nature (The Guardian)
CONFLICT AND DISASTER
The West is horrified by children's slaughter now. Soon we'll forget (The Independent)
Hague sent packing by Russia as Annan peace plan crumbles (The Independent)
Houla eyewitness: 'They had no mercy'
(BBC News)
ECONOMIC DEVELOPMENT
Old haunts gone as Beijing embraces building boom (BBC News)
GOVERNANCE AND POLITICS
India PM Manmohan Singh meets Aung San Suu Kyi (BBC News)
Nepal parties resign as constitution deadline passes (BBC News)
The emerging left has much to offer a world compromised by capitalism (The Guardian)
Mauritania's 'overlooked' Arab spring (The Guardian)
HEALTH
Parasites hint at antimalarial resistance in Africa (SciDev)
The CIA's fake vaccination drive has damaged the battle against polio (The Guardian)
HUMAN RIGHTS
For Africa's victims, justice, even if selective, will always be welcome (The Guardian)
POVERTY & HUNGER
When Hunger Strikes (Alertnet)
ABOUT LONDON INTERNATIONAL DEVELOPMENT CENTRE
LIDC is a consortium between the six Bloomsbury Colleges (SOAS, LSHTM, Birkbeck, IoE, RVC, School of Pharmacy) that develops interdisciplinary research and training programmes to address complex international development challenges. Addressing these challenges effectively often requires working across sectors, such as education and health, or between disciplines, such as sociology and economics. With partner institutions in low and middle income countries, LIDC builds initiatives on such subjects as climate change, HIV/ AIDS, migration, and emerging diseases.
Copyright © 2012 London International Development Centre (LIDC), All rights reserved.
Saturday, 26 May 2012
CONVITE
ASSOCIACÃO JUVENIL PARA O DESENVOLVIMENTO
DO VOLUNTARIADO EM MOÇAMBIQUE
AJUDE
Rua da Mesquita n°222 , 1° andar , Flat 15 , Telefone +258 823075629
E-mails: ajude@tvcabo.co.mz / ajudemaputo@gmail.com
Web: www.ajude.org.mz
CONVITE PARA CANDIDATURAS
PROGRAMA DE INTERCÂMBIO INTERNACIONAL CULTURAL E JUVENIL ENTRE MOÇAMBIQUE E CANADA.
FASE 2012
AJUDE – Associação Juvenil para o Desenvolvimento do Voluntariado em Moçambique, é um organismo com existência jurídica desde 1997, sem fins lucrativos que congrega jovens moçambicanos sem qualquer tipo de descriminação. Tem como objectivos estimular o envolvimento juvenil em actividades de carácter voluntário para reconstrução e desenvolvimento do país, bem como promover a compreensão, solidariedade e intercâmbio cultural entre jovens de Moçambique e de outros cantos do mundo. Desde 2003 em parceria com a CWY – Canada World Youth, uma organização sem fins lucrativos que promove programas educacionais internacionais para jovens (com idades compreendidas entre 18-25 anos) focalizados em trabalhos voluntários em diferentes áreas sociais e desenvolvimento de comunidades num cenário intercultural.
É no âmbito deste programa que a associação em epígrafe que vimos por meio desta informar aos jovens que se possam interessar, que estão abertas as candidaturas para o programa de intercâmbio com o Canada a ter início à 1 de Julho do corrente ano, tendo o seu término previsto para 18 de Dezembro do mesmo ano decorrendo em duas fases, a 1ª em Moçambique (Inhambane e/ou Nampula) e a 2ª no Canada (Duncan e/ou Sooke).
Os interessados deverão reunir os seguintes requisitos e documentos e envia-los ou entrega-los até ao dia 30 de Maio de 2012:
1. Idade compreendida entre 18 à 24 anos;
2. Passaporte válido pelo menos até ao dia 15 de Julho de 2012;
3. Curriculum Vitae actualizado ;
4. Registo Criminal;
5. Ter como habilitações mínimas a 12ª classe;
6. Uma carta de motivação;
7. Uma carta de recomendação;
8. Formulário de candidatura devidamente preenchido.
Apenas os candidatos seleccionados serão contactados.
As candidaturas deverão ser enviadas para os escritórios da AJUDE:
Maputo: Rua da Mesquita nº 222, 1ª andar, flat 15, ou para caixa postal 177.
Nampula: Rua de Sofala nº 96.
Ou por e-mail para: ajuderecrutamento@gmail.com
Para mais informações poderão dirigir-se aos escritórios da AJUDE nos endereços acima, ou obter mais informações via e-mail, ou então visitar o nosso website: www.ajude.org.mz ou a nossa página no facebook.
Cordiais Saudações
A Oficial de Programas
Friday, 25 May 2012
No Dia de Africa! Uma vez mais Luanda detem (meu amigo e companheiro de luta) Rafael Marques!
Jornalista e activista cívico bastante odiado pelo regime Rafael Marques
detido em Luanda
(Luanda) A Polícia Nacional angolana deteve, na manhã de ontem, o
jornalista e activista cívico Rafael Marques, por ter sido encontrado a
conversar com as senhoras que perderam as suas casas na madrugada desta quintafeira,
demolidas pela administração local, na zona da praia Mabunda, no distrito da
Samba.
As autoridades policiais confiscaram os seus meios de trabalho e
os documentos pessoais.
O profissional teria se deslocado ao local depois de os habitantes terem lançado
um alerta de socorro, aos jornalistas denunciando que estavam a ser alvos de
demolições nas primeiras horas do dia.
“Os habitantes da Samba na entrada das mabundas foram surpreendidos esta madrugada pela mão demolidora do Regime. Neste preciso
momento, os cidadãos Angolanos vítimas dessas demolições perderam todos os
seus pertences porque não lhes foi dada nem a oportunidade de retirarem os seus
bens. Peço a intervenção dos activistas cívicos, jornalistas, políticos a favor
destes nossos irmãos.” Le-se na mensagem de alerta posta a circular
pelos moradores.
De recordar que a detenção do activista acontece dias depois de milícias pro- governamentais que se faziam transportar de carros da Polícia Nacional invadiram a residência do músico Carbono tendo agredido e deixado feridos cerca de quatro jovens. As vitimas ficaram com a cabeça partida e um deles
Luemba teve de ser operado no braço.
(Redacção)
A Opiniao de Noe Nhantumbo sobre Africa! (Finalmente ja posso sair da net! Li o artigo. a opiniao, a intervencao que andei a procura todo o dia! Obrigado Noe, obrigado Falume por esta lufada de ar fresco!
União Africana adormecida e impotente como sempre! Que
aniversário comemorar?
Há todo um conjunto de assuntos e questões que mesmo tendo a ver com
a União Africana ou com a sua antecessora, OUA raramente se tocam ou mencionam.
Referimo-nos precisamente a questão do comando do que efectivamente se
passa e acontece em África.
Não há país ou quadrante mundial que não tenha sido sujeito a conflitos e
lutas por esta ou aquela razão. A independência política, o acesso a recursos essenciais
para a vida, a defesa de portos e de terras, o acesso a água ou a qualquer
outro recurso julgado em determinado momento como vital levaram, a que comunidades
humanas, dirigidas por governos se digladiassem.
África último continente sujeito à colonização, prenhe de recursos, foi durante
muitos anos palco de conflitos entre potências colonizadoras que determinaram
o seu actual formato de fronteiras.
Etnias foram separadas, montanhas e rios foram utilizados
como elementos de fronteira, marcando espaços
geográficos dos países que agora existem.
Uma leitura da história recente de África é esclarecedora
quanto ao que foi determinando o rumo dos acontecimentos.
Após haver um consenso mais ou menos alargado
sobre a irrelevância da Organização da Unidade Africana,
os chefes de estado mais uma vez se reuniram e decidiram
extinguir a OUA e no seu lugar criar a União Africana.
Se há defensores de que nada mudou quanto a
substância da nova organização e da extinta, há que admitir
que pelo menos do ponto de vista formal alguma coisa mudou.
Os líderes africanos ou chefes de estado e de governo
entenderam fazer uma cópia mais ou menos fiel do
formato orgânico da União Europeia. Desse ponto de vista
as coisas saíram facilitadas. Mas só foi copiada a forma e
não a essência. Enquanto a União Europeia foi produto de
concertação demorada, referendos, articulação e finalmente
votação, em África toda uma miríade de regimes e formas
de governação foram aceites e admitidas. Desde a fundação
ou criação não houve debate algum significativo quanto à
importância de critérios de adesão e muito menos decisão
alguma impedindo a adesão e o gozo dos direitos de membro
para países que não cumprissem um mínimo pré-acordado
de critérios ou requisitos.
Perante a situação real que se vive só se pode dizer
que já existe um ponto de partida para acções futuras.
Países africanos colonizados por potências diferentes
são culturalmente diferentes e factos concretos como a
pertença a Commonwealth, Francofonia ou CPLP (lusofonia)
traduzem-se em diferenças acentuadas de percepção e
de acção. Os países que se tornaram independentes através
de processos de luta militar contra a potência colonizadora
tendem a ser e a posicionarem-se de modo completamente
diferente aos países africanos que acederam à independência
sem luta armada. As doutrinas do marxismo-leninismo
acompanhantes dos dirigentes africanos que passaram por
Moscovo ou que sofreram a influência directa dos conceitos
socialistas produziram alianças mais ou menos perenes
entre os integrantes dos movimentos de libertação africanos.
Quando se procura entender porque a democracia
floresce nuns países e não noutros, um olhar atento a génese
dos partidos que governam pode explicar muita coisa.
Onde começou por reinar um marxismo-leninismo pintado
de cores ditatoriais tipicamente africanas, no sentido de co-
piarem em parte a postura dos chefes tribais inquestionáveis,
verificam-se situações de arbitrariedades, ditaduras,
repressão das manifestações democráticas e ouça vontade
de ver materializadas as recomendações democráticas.
Embora não seja a maioria estes países constituem
uma massa crítica na política continental africana.
África do Sul, Angola, Etiópia, Moçambique, Guiné-
Bissau, São Tomé, Zimbabwe, Namíbia, Argélia, Líbia,
República do Congo, Burkina Faso, Guiné-Conacry e outros
constituem fortes pontos de manifestação de tendências
de governação leninistas, autocráticas, de democracias frágeis
e incipientes. Os outros países africanos no geral são
países em que reina uma situação de autocracia e de engrandecimento
dos chefes similar à África pré-colonial. Só
mudou o tempo e a forma de manifestação do poder mas os
chefes pouco mudaram.
Durante o período de luta pela independência e todo
o período pós-independência, os países antes colonizadores,
sempre estiveram atentos a todos os sinais emitidos
por suas antigas possessões.
Na busca de oportunidades de continuar a aceder
aos recursos antes explorados e que efectivamente trouxeram
grandeza e pujança económica a muitas capitais europeias,
houve preocupação e rapidez de não perder de vista
qualquer oportunidade. Um conhecimento profundo das pedras
no terreno e do meio geográfico e económico possibilitaram
a continuação de uma relação económica antiga.
Sem barulho mas mantendo um controlo firme do teatro operacional,
muitas companhias e corporações internacionais
com sede na Europa foram insidiosamente traçando e
“propondo as decisões” que políticos europeus e africanos
acabaram seguindo.
Sem muito esforço é possível ver que os governantes
africanos estão “felizes e satisfeitos” copiando um pouco
o que seus “mentores” fazem.
Onde seria de esperar que face as diferenças de
concepção e de implementação política não houve união africana
alguma, os governos foram rápidos, sob influência
dos petrodolares do defunto Coronel de Tripoli, a aceitar a
criar uma União Africana que ao fim do dia mais não era
do que o “brinquedo” do mesmo. Os países africanos como
Egipto, Marrocos, Tunísia, África do Sul jamais prestaram
ou deram muita importância a União Africana. Os países
como o Mali e outros que tinham a suas quotas de membros
pagas por Tripoli prestavam-se a uma vassalagem visível
sob pena de perderem financiamentos.
A União Africana fez avançar muitas joint-ventures
de inspiração e capital líbio. Alguns ministros dos países recipientes de fundos, se tornaram sócios minoritários de
capital líbio visando a exploração de recursos de solo ou
subsolo. Isso era visto cooperação Sul-Sul mas na verdade
do ponto de vista político tornou-se num processo de consolidação
de ditaduras e de outras formas de governo antidemocrático.
Poucos anos após a criação da União Africana
e pela defesa velada que a oligarquia de Tripoli exercia de
ditaduras perenes do continente. Muitas iniciativas de mudança
constitucional de modo a favorecer mandatos presidências
ilimitados tiveram um forte apoio de Tripoli e seu
Coronel.
Países mergulhados em crises políticas como o
Zimbabwe viram-se resgatados financeiramente a troco de
terra e de outro tipo de concessão a favor de Tripoli.
Com o abandono tácito dos países da África do
Norte, a União Africana tornou-se em mar Líbio sob a batuta
de um coronel megalómano, temperamental e com sonhos
imperiais. “Rei dos reis” como alguns reis menores e
régulos lhe chamavam, amordaçou o continente e a sua organização.
A moeda única, os Estados Unidos de África e
outros sonhos rápido se tornaram marca registada de um
Kadafi que não resistiu a ofensiva popular rebelde com apoio
doas chancelarias ocidentais.
A criação da União Africana foi uma experiência
interessante e dela podem continuar a colher-se alguns frutos.
É possível utilizar e levar a “bom porto” alguns planos
e projectos inscritos na UA.
Tendo uma Comissão Africana ágil, com uma direcção
comprometida pelo renascimento africano, influente
e com acesso rápido aos governos, construtora de consensos,
alguns pontos da agenda da União Africana, sobretudo
do ponto de vista económico, podem concretizar-se e servir
de alavanca para o fortalecimento dos elos políticos.
As chancelarias ocidentais, Londres, Paris, Washington,
Lisboa, por essa ordem tem muitos interesses em
África e sabem como gerir o dossier de forma que lhes seja
favorável.
Se ao Egipto os EUA sem pestanejar entregam
quase dois biliões de dólares por ano já para muito menos
em outros países do mesmo continente introduzem fórmulas
de linkage político. Egipto tem de ser pago pela paz
com Israel, pelos acordos de Camp David.
De maneira corrente e insistente se procura atribuir
as fraquezas africanas generalizadas a algo que tem a ver
com sua génese ou com a génese de seus governos e da sua
organização continental. Um olhar atento deixa ver outras
coisas complexas, esclarecedoras sobre tudo o que os governantes
não querem que os governados saibam ou tenham
o mínimo conhecimento.
A insipiência funcional, a pobreza programática e a
repetição de erros do passado concorrem de maneira coordenada
para os falhanços da União Africana e dos países
que a compõem.
Há pessoas colhendo benefícios contínuos de todos
os passos mal dados pelos governos de África. Entidades e
organismos atentos ao que se passa em África garantem de
maneira frontal e também encoberta que os mandantes de
ontem continuem os mandantes de hoje. Toda a fragilidade
e ausência de coesão programática e operacional, demonstrados
pela UA, são em benefício directo dos parceiros com
que os países africanos “cooperam”.
Se tomarmos como exemplo a África Austral, região
africana privilegiada por ser detentora de um potencial
de solo e subsolo únicos no mundo, poderíamos esperar
que após todos estes anos de independência, já estivesse exibindo
uma realidade correspondente as suas potencialidades
e ao que a sua economia no global produz. RDC, Angola,
África do Sul, Moçambique, Namíbia e Botswana, sem
excluir o Zimbabwe, Zâmbia e Tanzânia possuem riquezas
de subsolo como ouro, cobalto, urânio, carvão, diamantes,
platina, gás, petróleo, pedras preciosas em quantidades excepcionais.
Todo este manancial está sendo explorado e comercializado
nos mercados mundiais. Só que os benefícios
que ficam nos diferentes países e que são efectivamente investidos
na melhoria da vida dos cidadãos dos diferentes
países deixa muito a desejar. Quem visita Bruxelas fica
pasmado como quem não possui diamantes mas só os industrializa
e comercializa tenha uma cidade tão eficiente e
um nível de vida tão alto para os seus habitantes.
Está claro que os políticos belgas e suas contrapartes
de Lisboa, Paris, Londres estão profundamente interessados
pelo que se passa no continente africano. Afinal a garantia
da manutenção do seu alto nível de vida, do seu status
no concerto das nações depende essencialmente da contínua
recepção de recursos naturais africanos em condições
de preço excepcionais.
Ter a União Africana desdentada, fraccionada deve
constituir uma base de actuação das chancelarias ocidentais
e não porque estas sejam manipuladoras em si. Quem está
no mundo da política e se apresenta como governo tem de
assumir as consequências que tal prerrogativa lhe dá.
Pelo que a União Africana produz ou julgando pelos resultados
que anualmente se reflectem na vida dos africanos só
se pode tirar uma conclusão: as sucessivas cimeiras são um
desgaste para a economia exangue do continente. Não faz
qualquer sentido ter chefes de estado e de governo se reunindo
anualmente, com a pretensão de produzir soluções
para melhorar a vida dos africanos quando afinal mais não
fazem do que esbanjar o pouco que existe.
A soma de golpes de estado e de violência política
ou com inspiração política invalidam qualquer teses de que
África possui uma organização continental viável, respeitada
e com credibilidade. Cada vez que há um golpe de estado
os governos dos países hesitam em condenar ou apoiar
tal golpe porque muitas vezes a sua própria génese é um
golpe de estado. Se hoje a liderança congolesa de Brazaville tem assento
na União Africana isso não quer dizer que não se esteja
lidando com um golpista. Mugabe está no poder em
Harare mas na essência ele golpeou, não respeitou a vontade
popular expressa nas urnas. Contundo seus pares da África
Austral, excepto Zâmbia e Botswana correram em seu
apoio. Desde Tripoli até a Cidade do Cabo que presidentes
fizeram vista grossa e acabaram embarcando na validação
de uma situação polícia caracterizada por violência inconstitucional.
Se mesmo agora a França se apresenta preocupada
e liderando esforços ao nível da ONU para que os golpistas
do Mali sejam removidos do poder é preciso relacionar isso
com uma estratégia de longo prazo que nunca foi descartada
pelas potências antes colonizadoras. Tendo em conta a
progressão dos fundamentalistas islâmicos, da Alqaeda do
Magrebe, do descontrolo das armas antes nas mãos do regi-me de Kadaafi e sua exportação para o sul da Líbia, decerto
que em Washington e Paris levantam-se questões sobre essa
porta aberta para o avanço do terrorismo internacional.
Ao nível da ONU ou da União Africana vão levantar-
se vozes e encontros serão organizados visando debater
o assunto. Da parte da UA é de esperar as mesmas opiniões
de sempre e a mesma fraqueza.
Em tempo de mais um aniversário importa que o
continente e sua organização continental se ergam e se afirme
como a alternativa válida para fazer avançar a causa que
a todos faz diferença.
O tempo é de combate cerrado pela dignidade dos
africanos. O tempo é de valorização dos nossos recursos e
de recusa firme de arranjos neocolonialistas que alguns
qua-drantes continuam querendo impor.
Só a união consequente de governos e povos pode
fazer florir a esperança…■
Hoje e Dia de Africa e sem a devida venia ´roubo´ a entrada do dia do mano Milton Machel
Pois e', e o bom do Bob (que nos e' muito caro, chief Rocka) ja singava, selassiando:
"How GOOD and how pleasant it would be, before GOD and Men,to see the unification of all Africa(ns)...We are the children of a rasta man, we are the children of a HIGHER MAN, AFRICA UNITE, cause we movin' right out of Babylon and we groovin straight our FATHERS land..."
Ou como chora o Peter Tosh (esta e' pra "surge et ambular" o Americo Matavele, meu maJAHa man): "Mamma Africaaa!".
PS: Amosse, espero que as nauseas nao te levem a concluir que estao perante um circulo de papo entre "O Ser e O Nada".
A oilizacao da nossa elite!
MOZAMBIQUE
Chissano junior in the oil industry
Oil is really becoming to be the main business activity of N’Naite Joaquim Chissano, the Mozambican former President’s son. (...)
Africa, Quo vas dis?
Ha sensivelmente 50 anos que se instituiu o Dia da Africa! De facto foi nesta dada que foi criada a OUA! Fruto de sonhos de ha seculos, mas tambem de guerras e conflitos politicos, sociais e ideologicos! O nascimento da OUA nao foi pacifico! Havia duas ' linhas' contraditorias: o grupo de Monrovia e o de Casablanca. Um defendia o ' gradualismo' na uniao africana enquanto que o outro defendia o 'imediatismo' ou seja que deveria avancar-se com a criacao de uma especia de ' Estados Unidos de Africa' , ideia recuperada nos ultimos anos pelo ex-lider da Libia, Muhammar Khadaffi.
Volvidos 50 anos, quem tinha razao? Um debate interessante que espero o CEMO saiba capitalizar! O Embaizador Jeichande seria uma boa aposta! MA
Dia da Africa!
Hoje e 25 de Maio! Dia da Africa, minha Africa, nossa Africa! Ha ja alguns anos que celebrava este dia! Alias algo estranho acontece comigo! Sempre que estou em Africa este dia passa despercebido, mas se o passo fora e o centro das minhas atencoes! Porque sera? Sou mais africano quano estou fora de Africa? e sao as saudades, a nostalgia, a distancia? Sera que isto acontece so comigo? Nao havera uma explicacao melhor? Onde andam os psicologos, politologos, sociologos e outros cientistas sociais?
Espero sinceramente que o CEMO nao passe este dia em branco! Uma palestra orientada pelo Decano dos diplomatas africanos acreditados em Maputo seria o minimo! Ou tambem se esqueceram de convidar o Principe? E o nosso MINEC, o que e que faz? Continuo a aguardar o convite da 'dupla Comissario- Buanahage (sera que ainda esta em Estocolmo? Apesar de estar a minhas de Estocolmo, nao me importaria a revistar a ´´ amada´Stockholm! De facto tenho uma atraccao especial por Estocolmo!
Se nao vier o convite de Estocolmo, aceitarei o que ja chegou de Copenhaga! Dizia meu pai, meu filho, antes um passaro na mao do que dois a voar!
Um abraco de Malmo!, MA
Thursday, 24 May 2012
Municando!
Acabo de aterrar em Munchen, capital da rica Baviera, coracao economico da Alemanha e quica da Europa para nao dizer do mundo!
O dia esta lindo, e os meus casacos ja nao fazem sentido (deveria ter ouvido o conselho do paulo,. meu irmao, que me prevenira das temperaturas da Europa! Mas preferi seguir o conselho do meu pai, segundo o qual ùm homem prevenido vale por dois`! No fim da jornada verei quem tem razao! O ceu esta azul e lindo! A sede, essa nao me deixa raciocinar! Mas tambem que pode racciocinar na capital mundial da cerveja e do BMW! Nao vos convido a um gole, desta vez vou ser guloso! para ja vao aguentando com a nossa Manica que ca vou engolir uma .... (Quem advinhar tem um premio!
Au fi da zet! O meu alemao bazou!
DENUNCIA
ESTUDANTES MOÇAMBICANOS NA UNIVERSIDADE INTERNACIONAL DE AFRICA-SUDÅO
BOA NOITE ILUSTRE!
ANTES POREM RECEBA AS NOSSAS SAUDACOES, ESPERAMOS QUE ESTEJA GOZANDO DE UMA
BOA SAUDE!
Mais uma vez os estudantes moçambicanos na universidade acima citada, veem
por este meio pedir ao ilustre uma ajuda referente à carta publicada pelos
meios de comunicação social que descreve o estilo de vida a que estes estão
sujeitos.
Antes de mais nada, enteressa-nos dar um informe minicioso do ambiente
vivido por nós nesta universidade após a publicação da carta. Conforme vem
sublinhado na carta mãe sobre as relacções fortes que esta conjuntura tem
para com a universidade,e este pais em geral, estas personalidades "que
citamos na carta anterior" tentaram vingar-nos tendo como encoste as
relacções fortes que possuem, metendo assim, uma queixa contra os estudantes
que redigiram a carta. E como resultado disso, em menos de cinco dias fomos
notificados três vezes cujo num dos encontros fomos demasiadamente
ameaçados, e estamos sem saber o que farao de no's uma vez que ate entao nao
tivemos solucao em todos os encontros.
Resumidamente, os encontros tinham como fulcro: ''o porque de termos feito a
carta para o nosso governo'' isto porque sabem muito bem que a nossa carta
tem a ver com a universidade e este pais em geral, referimo-nos da parte da
formacao de um grupo que tem objectivos obscuros como mencionamos na carta
passada...
E o que mais ameaça-nos, é de ter chegado-nos um pedido de identificação
civil de cada estudante, contactos, cuja a proveniencia de cada estudante
era algo indispensavel na identificação. Segundo Sualeh Mustafa, um dos
filiados dos responsaveis pelo recrutamento dos estudantes moçambicanos à
este país, o pedido vem do director nacional do Instituto Nacional de Bolsas
de Estudo (INBE) OCTAVIO DE JESUS e da Polícia de Investigação Criminal
(PIC).
A questão que se coloca é:
Se considerarmos verdade, porque a Polícia de Investigação Criminal envez de
entrar em coordenação com os queixosos, entra em coordenação com as pessoas
pelas quais pesam as acusações?
E se nao considerarmos verdade, qual é a liberdade que os tais responsaveis
teem de usar a Polícia de Investigação Criminal e o Instituto Nacional de
Bolsas de Estudo para o levantamento da nossa identificação? E para quais
objectivos?
Queremos fazer entender ao ilustre a gravidade da nossa estadia neste
recinto, e dizer-lhe que a rede que estamos a enfrentar eh uma rede muito
grande, que tem relacoes com o governo deste pais, em suma podemos dar mais
detalhes a este assunto se o ilustre estiver interessado para tal.
Sem prolangarmos, aproveitamos esta ocasião para exprimir os nossos
sentimentos e mostrar claramente as nossas tristezas quanto ao
posicionamento do governo face ao nosso assunto, pois que desde ate então
não ouvimos nenhum pronunciamento.
Importa-nos informar que a nossa situação de vida neste recinto está cada
vez mais agravando, por essa razão voltamos a pedir mais uma vez uma ajuda
ao ilustre. ouvimos o vosso conselho e fizemos ouvir a nossa voz no minimo.
O que falta-nos, eh como agirmos para que o governo possa dar quaquer
intervensao no assunto, uma vez que nao tem nenhum filho de chefe
connosco.
Visto que nao estamos a ouvir nanhum pronunciamento do governo, e que a
prossibilidade de se tocar o nosso caso eh menor,
viemos por este meio pedir a vossa indispensvel ajuda.
PELO QUE AGUARDAMOS A VOSSA GENEROSIDADE DE SEMPRE!
Melhores cumprimentos!
Friday, 18 May 2012
MENSAGEM ALUSIVA AO DIA DOS MUSEUS
MUNICÍPIO DE QUELIMANE
CONSELHO MUNICIPAL
PRESIDENTE
Mensagem do Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Quelimane,
por Ocasião do Dia Mundial dos Museus
Em nome dos Munícipes, do Conselho Municipal da Cidade de Quelimane e em meu nome pessoal saúdo efusivamente o Mundo inteiro e a Organização das Nações Unidas, em particular, pela passagem da grandiosa e memorável data, que é o Dia Mundial dos Museus.
O Dia dos Museus para nós Quelimanenses, para os Moçambicanos e para o Mundo, em geral, reflecte a nobre intenção de o Homem tornar perpétuas as maravilhosas inspirações e lembranças dos seus resguardos. A preservação de imensos espaços naturais, artísticos e de ciência, constitui uma autêntica aposta do Homem no estabelecimento público de colecções de objectos e coisas várias que eternizam os seus feitos.
Os museus da História Natural, da Moeda, da Revolução e outros estabelecidos em Moçambique ilustram apenas enlace do País aos esforços das Nações Unidas para a colecção de coisas da ciência, das artes, das várias tecnologias e da cultura.
Quelimane está na senda daquelas iniciativas e propõe-se a se lançar no percurso do resgate das lembranças que julgamos ciência que iluminará as nossas mentes e a nossa cidade, na esfera mundial dos museus. Temos aqui bem próximo e nas entranhas da nossa urbe, a Catedral Velha, símbolo majestoso da presença portuguesa, na qual repousam distintos filhos do Povo Português e alguns fidalgos da então Coroa Portuguesa.
Porque não lançar a imagem daquele Monumento, para a possibilidade de se tornar o nosso museu, um Museu da História Nacional Política e Social, considerando-o Património Material e Cultural Nacional, a exemplo da Timbila, do Nyau e da Ilha de Moçambique, declarados património oral, imaterial e cultural da humanidade, pela UNESCO.
Os Munícipes, o Conselho Municipal da Cidade de Quelimane e o seu Presidente acolhem com grande satisfação o lema Museus no Mundo em Mudança, Desafios e Perspectivas e felicitam ao Mundo inteiro pela passagem de mais este aniversário consagrado aos Museus de todo o Mundo.
Quelimane celebra ete ano os seus 70 anos e nao tem nem sequer um museu! Assumamos o desafio de construir um Museu, ue seja da bicicleta ou do coco! Do cha ou do sisal, acucar, algodao ou de recursos naturais!
Ambarane Povo Moçambicano!
Ambarane Cidade de Quelimane!
Ambarane todo o Mundo!
Longa e Eterna Vida aos Museus.
Quelimane, aos 18 de Maio de 2012.-
O PRESIDENTE,
MANUEL A. A. L. DE ARAÚJO
/Professor Doutor/
Crescimento inclusivo: Nórdicos transmitem experiências ao país
OS PAÍSES nórdicos pretendem contribuir para o crescimento inclusivo de Moçambique através da transmissão e partilha e das suas experiências na elaboração de políticas e programas de desenvolvimento.
Maputo, Terça-Feira, 15 de Maio de 2012:: Notícias
Para tal tem lugar, próxima semana, na capital do país, uma conferência conjunta entre Moçambique e os cinco países nórdicos, a Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia.
Pretende-se com este encontro criar plataformas e redes de intercâmbio e colaboração para a promoção de um crescimento inclusivo que garanta a protecção e justiça social cada vez mais abrangentes.
A conferência vai centrar se em três temas principais, nomeadamente a criação de emprego e transformação económica, a prestação de contas e transparência e ainda a tributação e a construção do Estado, segundo disse a Embaixadora da Noruega, em Maputo, Tove Bruvik Westberg.
Westberg, que falava ontem numa conferência de imprensa para anunciar o evento, explicou que o encontro não vai trazer soluções para o problema do crescimento de Moçambique, mas sim apresentar ideias sobre como pode ser alcançado este feito.
“Pretendemos criar uma plataforma para discutir sobre como Moçambique pode continuar a crescer de forma inclusiva, onde a distribuição de recursos seja de forma semelhante e todos possam participar na tomada de decisão”, afirmou.
Explicou ainda que o encontro vai ser em forma de debates antecedidos por apresentações que serão feitas por especialistas, dos países nórdicos, em matérias de desenvolvimento.
Vão tomar parte na conferência pouco mais de 200 pessoas, entre representantes do Governo, dos países nórdicos, académicos, dos grandes investidores no país, das organizações da Sociedade Civil que vão falar sobre a transformação económica e Social de Moçambique.
Também presente na conferência de imprensa, o Embaixador da Dinamarca, Modens Pederson, disse que a escolha de Moçambique para a realização desta conferência é por ser um dos parceiros mais antigos cujo Governo e as Organizações da Sociedade Civil gozam da confiança dos Nórdicos.
Pederson afirmou ainda que a ideia é apoiar na criação de políticas de crescimento nas áreas de Educação, Saúde, Economia e demais sectores tomando em consideração a ideia de maior inclusão.
O encontro vai decorrer sob o lema “Crescimento inclusivo: oportunidades para Moçambique compartilhando experiências nórdicas”.